A Porto Alegre que eu não imaginava

Cinza e destruída pela chuva, foi essa a Porto Alegre que encontrei

Eu não sei exatamente por qual razão, mas a Porto Alegre que eu imaginava era bem diferente da que encontrei. Eu a imaginava como uma das capitais mais para frente do Brasil, e digo isso do ponto de vista urbano mesmo. Mas da janela do avião do vizinho – já que a Avianca não respeitou a minha opção de poltrona da janela – já deu para notar que a coisa é, de verdade, bem diferente.

De cima foi possível avistar a destruição causada pelas chuvas na capital e seus arredores. Ainda tem muito lugar debaixo d’água mesmo sem chuva há quase uma semana.

Os temporais que duraram semanas castigaram a região, elevando o nível do Rio Guaíba e trazendo à tona a vulnerabilidade de instalações antigas que sequer contam com redes de escoamento adequadas.

O caminho do aeroporto para o hostel em que estou hospedada – perto de tudo que quero visitar – me lembrou uma cidade fantasma, realmente abandonada.

Apesar da decepção inicial, o primeiro dia de POA me presenteou com uma partida no Beira-Rio, o oposto de tudo o que escrevi até agora, como podem ver na foto no topo da página.

A localização, o clima, a vista, a estrutura e a festa da torcida colorada colocam o estádio entre os mais bonitos do Brasil.

De qualquer forma, a cidade ainda tem muito tempo para mudar a minha visão dela. E a Arena do Grêmio tem a chance de me provar que é realmente a melhor do Brasil.

Deixa eu ir ali comer o restante da minha marmita de ontem pra botar o pé na rua de novo!

Foto: Fernanda de Lima / Guia dos Esportes

Compartilhe:
Fernanda de Lima

Fernanda de Lima

Editora Guia dos Esportes