Suor das corridas pode causar problemas

Dermatologista fala sobre o problema e orienta os corredores

Correr sem suar é uma daquelas missões impossíveis. Até mesmo numa caminhada leve, o suor se faz presente. Na corrida, ele se divide entre o grande amigo e o grande inimigo do corredor.

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Quem explica essa relação de amor e ódio com o suor na corrida é o dermatologista Dr. André Braz, uma das referências no meio científico. Segundo ele, o problema mais comum em corredores é a conhecida frieira, mas outro tipo de micose, também chamada de pano branco pode aparecer com maior frequência, devido à excessiva produção de suor nos pés, virilhas e no tronco durante a atividade física.

MICOSES

Braz mapeou as causas de cada tipo de micose e deu dicas para evitar problemas ainda maiores. Confira:

A frieira é causada por fungos que se proliferam entre os dedos dos pés, especialmente quando há excesso de umidade, suor e calor nestes locais. Ela pode ocasionar mau cheiro e fissuras na região afetada. Muito comum em atletas e também em pessoas que usam sapatos fechados diariamente.

O chamado pano branco é causado por uma espécie de fungo que habita o couro cabeludo. No entanto, quando há fatores que aumentam a oleosidade e umidade da pele do tronco (costas, região peitoral e braços), esse fungo desce para a pele, o que pode causar descamação e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas. “É muito comum no verão, pois as pessoas costumam suar mais, usar mais protetores solares e hidratantes corporais oleosos. Não é contagiosa, porém, necessita de tratamento antifúngico”, explica Dr. André Braz.

A tinha ou tinea é um tipo de micose bastante comum que pode surgir na pele de todo o corpo, atingindo, geralmente, áreas quentes e úmidas. Nos homens, é muito comum nas dobras das virilhas, principalmente em atletas, pois a pele costuma ficar quente, suada e úmida.

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De acordo com o especialista, para diminuir as chances desses problemas, as pessoas precisam evitar o acúmulo de umidade na pele durante e após o exercício físico. “Sempre tomar banho e secar muito bem a pele do corpo todo, caprichando nestes locais: entre os dedos dos pés, axilas e virilha. Trocar de meias sempre que ficarem molhadas ou úmidas e preferir tecidos de algodão para meias e roupas íntimas, pois absorvem melhor a umidade local. Camisetas com tecido dry fit arejadas também são boas opções para prevenir umidade exagerada no tronco”, aconselha o dermatologista.

Já para quem corre, a dica é usar bermuda justa com tecido aderente e arejado, além de talco e cremes específicos para proteger a pele das virilhas. “Dessa forma, previne-se irritações e descamações de pele, que, junto com calor e umidade locais, se predispõe às infecções fúngicas”, afirma Braz.

Outra sugestão do especialista é que a pessoa utilize tolha de tecido para secar muito bem os locais que são mais afetados pelas micoses. Até o secador de cabelo pode ser útil para garantir que os dedos dos pés fiquem completamente livres da umidade.“Evite pisar descalço em chão úmido de vestiários ou área de piscina sem estar com chinelos, para evitar contato com fungos e bactérias em locais de grande fluxo de pessoas”, diz.

Por fim, algumas dicas valiosas, não só para os adeptos da corrida, referem-se aos próprios calçados. Arejar a sapateira uma vez por semana, colocar os sapatos para pegar sol frequentemente, além de limpá-los por dentro com desinfetante antisséptico para fungos e bactérias são essenciais para viver livre das micoses. “Além da prevenção, existem tratamentos para esses problemas, que devem ser feitos sempre com o acompanhamento de um dermatologista. Somente o especialista poderá prescrever o remédio necessário para cada paciente”, finaliza Dr. André Braz, médico dermatologista do Rio de Janeiro.

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Redação

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